terça-feira, 16 de outubro de 2012

Keleman



Stanley Keleman

Esse trecho que está no livro Anatomia Emocional de Stanley Keleman, explica com clareza como as nossas experiências ao longo da vida tomam forma e moldam nosso corpo. Ele evoca as vivências do inicio da vida, quando éramos apenas uma célula fecunda na barriga de nossa mãe, até as experiências mais complexas da vida adulta.

"A vida Produz formas. Essas formas são parte de um processo de organização que dá corpo às emoções, pensamentos e experiências, fornecendo-lhes uma estrutura. As formas evidenciam o processo de uma história protoplasmática que caminha para dar uma forma pessoal humana- concepção, desenvolvimento embriológico e estruturas da infância, adolescência e vida adulta. Moléculas, células, organismos, grupos e colônias são as formas iniciais do movimento da vida. Mais tarde, a forma da pessoa será moldada pelas experiências internas e externas de nascimento, crescimento, diferenciação, relacionamentos, acasalamento, reprodução, trabalho, resolução de problemas e morte. Ao longo de todo esse processo, a forma é  impressa pelos desafios e tensões da existência. A forma humana é marcada pelo amor e pelas decepções.” Anatomia emocional Stanley  Keleman.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Juan Gatti


Corpo e natureza





Lindo trabalho do artista Juan Gatti!. Nos ajuda a lembrar a relação entre corpo e natureza, nossa forma corporal humana atravessou um longo processo de maturação para chegar ao que é. Passamos por todos os estágios da vida, da célula mais simples até chegarmos no funcionamento complexo dos primatas. Estas formas primitivas permanecem marcadas em nossa estrutura anatômica.

Para quem quiser se encantar com as imagens: http://artodyssey1.blogspot.pt/2012/10/juan-gatti.html

sábado, 29 de setembro de 2012

Corporificando os ossos


Corporificando os ossos





Estamos recomeçando as aulas de Body Mind Movement. No primeiro semestre aprofundamos o trabalho de corporificação dos ossos. Para desenvolver o nosso estudo utilizamos diferentes recursos, como o toque, o estudo da anatomia e movimento.

A experiência de sentir o corpo de  diferentes formas nos permitiu criar uma percepção rica de nós mesmos. Ao final de cada aula, o grupo relatava o que sentia. E a maior parte dos relatos comprovavam que após os exercícios, os alunos conseguiam perceber o seu corpo sendo preenchido pelas estruturas que sempre estiveram lá, mas que antes de realizar as atividades, não conseguiam ter consciência.

Essa nova percepção ajudou as pessoas a se apoiarem e contarem mais com o suporte ósseo presente em seu corpo, despertando também uma sensação de presença e clareza. Finalizamos esse módulo   com a sensação de termos despertando uma apropriação do corpo, reconhecendo as formas repetitivas com que o usamos e aprendendo novas maneiras de vivencia-lo.

Iniciaremos a partir de 4 de outubro um novo módulo de pesquisa com os ossos e órgãos vitais. Este trabalho ajuda a despertar a vitalidade, criatividade e traz transformação para o corpo e mente.

Turmas abertas: Sexta-feira das 10h as 12h
Turma nova: Quinta-feira das 19h as 21h
Contato: producaobmm@gmail.com,  m_camarote@yahoo.com

terça-feira, 14 de agosto de 2012

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Grupo de estudos de BMM segundo semestre


A partir de agosto retomaremos nossos encontros, temos vagas  disponíveis para novos participantes.


quinta-feira, 31 de maio de 2012

sábado, 12 de maio de 2012

Luz acesa

Luz acesa






Tenho observado nos grupos e nos atendimentos individuais a dificuldade que sentimos de aceitar os padrões que percebemos em nós mesmos, como um excesso de rigidez aqui, uma falta de tônus ali. Nos estranhamos quando percebemos nosso corpo como ele é, principalmente porque, na maioria das vezes, o que percebemos é bastante diferente do corpo que sonhamos ter.

Músculos definidos, nenhum quilo sobrando, a coluna ereta e, de preferência, muito auto controle para não deixar escapar as emoções mais primitivas, como raiva, medo e tristeza. Nosso corpo acaba se tornando o campo onde tentamos exercer nossa perfeição, assim como o lugar de contenções e transbordamentos. Dormimos pouco, às vezes comemos muito, não escutamos os sinais de que estamos cansados e vamos tocando em frente e o corpo arca com tudo isso.

Só nos esquecemos que muitas vezes nossa organização corporal está a serviço de nos ajudar a nos defender das experiências difíceis da vida; ela nos estrutura e funciona quando precisamos. Minha rigidez me ajuda a não colapsar e desmanchar em choro diante de um perigo, a porosidade de outras pessoas as ajudam a escorrer e contornar a situação, um corpo parrudo ajuda a ir tirando os obstáculos da frente e a ser eficiente. A lista de exemplos não acaba e com certeza cada um poderá nomear pelo menos um traço corporal que o ajuda  a sair das roubadas dessa vida.

O grande problema é quando não precisamos nos defender e deixamos esses padrões de defesa sempre acionados, assim como deixamos as luzes de fora da casa acesas para dizer aos forasteiros que tem gente ali e, assim, nos protegemos do perigo. E, para a gente poder se desarmar e experimentar novas sensações, é preciso primeiro resolver o problema da luz acesa que tanto gasta energia.

O que me faz sentir em perigo? Em que situações meu corpo entra em estado de alerta? Como esse estado de alerta se apresenta?, podemos nos perguntar tentando detalhar minuciosamente nossa coreografia do alerta. Um caminho para essa resposta: percebendo o nosso corpo dessa maneira fenomenológica (isso é só uma sugestão, não estou dizendo que seja fácil), como observamos cada detalhe de um pássaro exótico no canal de documentários. Podemos demarcar nosso território, conhecer nossas reações, mapear os ambientes que nos fazem bem e aqueles onde nos sentimos ameaçados.

Nos situando no mapa da nossa vida, discernimos os momentos de nos defender e aqueles onde podemos esperar e ver o que acontece, deixando o corpo e as emoções nos surpreenderem. Que nova forma ganha espaço quando apagamos as luzes da defesa? Essa possibilidade nos traz de volta o  frio  na barriga e a lembrança de que quando podemos abrir mão do conhecido o mistério entra em cena.