quinta-feira, 31 de março de 2011

Anatomia


 Anatomia

O método Body Mind Movement(BMM) baseia toda a sua pesquisa nas estruturas anatômicas e nos diversos sistemas corporais. A partir deles, podemos conhecer o nosso corpo e compreender quais camadas usamos mais para nos mover e para nos posicionarmos em nossa vida.

Esse estudo nos permite compreender por exemplo, como o funcionamento de uma microscópica célula pode se relacionar com aspectos mais complexos de nossa vida. Se pensarmos que a membrana celular tem a função de proteger a célula e operar mediações com o ambiente externo, podemos refletir de que forma no nível comportamental e corporal nos defendemos e interagimos com o nosso meio.

Podemos também refletir sobre a forma que nos movemos e nos perguntar, quando eu me movo, que partes de meu corpo estou usando? Será que me apoio nos meus ossos ou em meus músculos?. Quando estou com sono, se estou agitado, se me sinto leve, há sempre algum sistema corporal atuando enquanto estou experimentando essas sensações.

Segundo Stanley Keleman em seu livro Anatomia Emocional:
“A estrutura anatômica é o arquétipo básico do pensamento e da experiência. Anatomia é relacionamento interno. Órgãos, relacionam-se com outros órgãos, camadas de tecido especializado estão em relação com outras camadas, superfícies estão em contato com outras superfícies. Relações anatômicas são também relações emocionais.

A anatomia é o alicerce das relações humanas. O que acontece dentro de nós, aquelas conexões que mantêm a estrutura da pessoa, eventualmente também acontece fora. A pulsação sua conformação é a Pedra angular do processo orgânico e das formas intrapessoal e interpessoal. Os relacionamentos humanos são relações somáticas(...)”

A partir da tese de Keleman de que anatomia tem a ver com o modo como nos relacionamos com nós mesmos e com o mundo, podemos compreender que através do trabalho da anatomia vivencial e do processo de educação somática propostos pelo BMM, não estamos apenas conhecendo nosso corpo mas também nos dando conta de padrões de relacionamento e entendendo as formas emocionais que nos tomam.

Uma vez que saímos do desconhecimento a respeito dos modos habituais que constituem nossa forma corporal/emocional/relacional, podemos experimentar novas estruturas pouco utilizadas, romper com ciclos viciosos que nos fazem sentir presos e aprender a nos auto-regular.