Anatomia
O método Body Mind
Movement(BMM) baseia toda a sua pesquisa nas estruturas anatômicas e nos
diversos sistemas corporais. A partir deles, podemos conhecer o nosso corpo e
compreender quais camadas usamos mais para nos mover e para nos posicionarmos
em nossa vida.
Esse estudo nos
permite compreender por exemplo, como o funcionamento de uma microscópica
célula pode se relacionar com aspectos mais complexos de nossa vida. Se
pensarmos que a membrana celular tem a função de proteger a célula e operar
mediações com o ambiente externo, podemos refletir de que forma no nível
comportamental e corporal nos defendemos e interagimos com o nosso meio.
Podemos também
refletir sobre a forma que nos movemos e nos perguntar, quando eu me movo, que
partes de meu corpo estou usando? Será que me apoio nos meus ossos ou em meus músculos?.
Quando estou com sono, se estou agitado, se me sinto leve, há sempre algum
sistema corporal atuando enquanto estou experimentando essas sensações.
Segundo Stanley
Keleman em seu livro Anatomia Emocional:
“A estrutura
anatômica é o arquétipo básico do pensamento e da experiência. Anatomia é
relacionamento interno. Órgãos, relacionam-se com outros órgãos, camadas de
tecido especializado estão em relação com outras camadas, superfícies estão em
contato com outras superfícies. Relações anatômicas são também relações
emocionais.
A anatomia é o
alicerce das relações humanas. O que acontece dentro de nós, aquelas conexões
que mantêm a estrutura da pessoa, eventualmente também acontece fora. A
pulsação sua conformação é a Pedra angular do processo orgânico e das formas
intrapessoal e interpessoal. Os relacionamentos humanos são relações
somáticas(...)”
A partir da tese de
Keleman de que anatomia tem a ver com o modo como nos relacionamos com nós
mesmos e com o mundo, podemos compreender que através do trabalho da anatomia vivencial
e do processo de educação somática propostos pelo BMM, não estamos apenas
conhecendo nosso corpo mas também nos dando conta de padrões de relacionamento
e entendendo as formas emocionais que nos tomam.
Uma vez que saímos
do desconhecimento a respeito dos modos habituais que constituem nossa forma
corporal/emocional/relacional, podemos experimentar novas estruturas pouco
utilizadas, romper com ciclos viciosos que nos fazem sentir presos e aprender a
nos auto-regular.
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